Editor de Texto: VIM

Atualmente estou usando o VIM como meu editor padrão, o principal motivo e buscar um editor livre, porém tem algumas vantagens interessantes que notei nesse processo e estou compartilhando com vocês.

Primeiro todas as versões de GNU/Linux e possivelmente UNIX sempre possuem alguma versão do VIM ou VI instalado por padrão, então mesmo que você não esteja no seu computador, terá o editor ao qual está acostumado, provavelmente sem os plugins, porém melhor que pegar um editor totalmente diferente.

Não existe a necessidade de um ambiente gráfico para poder utilizar o mesmo, então é possível utilizar ele completamente apenas no terminal, mesmo conectado via SSH não precisa redirecionar o X, o que somado a primeira vantagem torna as coisas muito interessantes pelo menos para mim. As vezes, preciso desenvolver ou testar algo direto no servidor que não tem interface gráfica. Porém existindo a interface ainda podemos utilizar o gVim que adiciona mais algumas facilidades na interface gráfica.

Totalmente extensível por plugins, como ele possui esse recurso e não é um editor novo, provavelmente já existe um syntax highlight para os formatos que você precisa e talvez até funcionalidades para auxiliar em algumas tarefas, basta dar uma pesquisada no site oficial.

É possível adaptar algumas coisas, por exemplo trabalho com linguagens interpretadas como Python e JavaScript, então não tenho erros de compilação. Como existem alguns verificadores de sintaxes (como pep8 para o Python e JSLint para o JavaScript), substitui o comando make dessas linguagens por seus respectivos verificadores, configurei a saída de erros e com uma simples tecla verifico se o meu código apresenta algum erro ou não conformidade com as boas práticas de código integrado na tela do código. Tenho a intenção montar um tutorial sobre isso mais para frente.

Para Python temos o Jedi, o melhor autocompletar que eu já vi para a linguagem, completamente diferente do padrão do Sublime que por exemplo apenas lista palavras já utilizadas, podendo enganar as vezes.

Obviamente o VIM não é amigável logo de cara, muitos tiveram o trauma de reiniciar o computador na primeira vez que abriram ele sem saber como fechar. Porém com o tempo você acaba pegando o costume dos atalhos que mais utiliza e nem se importa com os demais. Utilizando os menus do gVim temos o comando para fazer as tarefas direto no VIM e é possível decorar conforme a frequência de visualização dos mesmos. Também existe o Cream, que torna o VIM mais parecido com os demais editores de texto, vale a pena dar uma olhada, caso esse seja o seu desejo para um editor.

Todo mundo que utiliza o VIM sempre tem o problema de como configurar o .vimrc, porém como ele é totalmente customizável só com o uso você conseguirá deixá-lo da forma que desejar, porém para ajudar os iniciantes temos o Vim Bootstrap, basta selecionar as linguagens que deseja e mandar gerar o .vimrc.

A curva de aprendizagem pode ser grande, porém muitas pessoas conseguiram superá-la e não querem mais largá-lo, vele a pena dar uma estudada, o comando vimtutor pode ensiná-lo. Esse conhecimento pode salvá-lo, principalmente quando tiver que editar algum arquivo dentro de um access-point com Linux.

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